A edificante utilidade dos feeds

Nesta edição #18, vamos falar de uma ferramenta de feed RSS que, não à toa, é uma das principais do mercado.

Salve, moçada, tudo supimpa? Por aqui tá uma correria brutal, por isso a news chegou um pouco mais tarde hoje. Entre construir uma extensão para navegador e o joguinho Ciberforca, também estava em Bogotá a trabalho semana passada, e tenho eventos quase todos os dias dessa semana.

Por isso pedi para meu sócio Alexandre Orrico escrever sobre o leitor de feeds RSS que ele usa, e que tem ajudado a melhorar sua dieta de notícias.

Eu mesmo sou fã de feeds de RSS, considero que há muitas implementações possíveis, tanto para uso pessoal quanto para construção de aplicações.

Para quem não sabe, feed RSS é uma forma de agregar e distribuir informações as publicações de um site. Trata-se de um arquivo de texto com informações relevantes de uma publicação, como título, subtítulo, link, image, data, tags etc. Olha aqui o feed de RSS do Núcleo.

Como humano, você não consegue ler esse tipo de arquivo (como XML e Atom, por exemplo), mas sua estrutura de dados é um filé para aplicativos.

Um dos motivos pelos quais eu gosto muito de feeds RSS é que eles podem ser uma forma de distribuição direta de conteúdo – ou seja, não passam por algoritmos de recomendação de redes sociais ou mecanismos de busca.

Ao usar um app que compila esses feeds, você tem uma curadoria sua, dos sites que quer seguir, na maioria das vezes em ordem cronológica.


Antes da timeline, havia o feed

Quando lançamos a Mosaico, nossa newsletter diária com recomendações de leitura sobre tecnologia, internet e redes sociais, eu desenterrei o Feedly, leitor de RSS que eu não abria há pelo menos uma década, pra me ajudar na curadoria de links.

Apesar do tempo ausente, não tive problemas para acessar minha conta. Ainda tinha um monte de fontes úteis, já que configurei enquanto era repórter de tecnologia da Folha de S.Paulo.

O Feedly ficou popular principalmente depois da morte do Google Reader, lá em 2013. Mas desde então o app ganhou um monte de novidades, como um feed montado por inteligência artificial de acordo com seus interesses (Nota do Sérgio: tá aí mais uma mediação algorítmica 🤷).

A maior parte das funções que usam IA são exclusivas dos planos pagos, Pro e Pro+, que custam US$6,99 e US$8,93 por mês, respectivamente. Seguir newsletters, esconder anúncios e aumentar o limite de fontes seguidas estão entre os benefícios.

Mas eu me viro muito bem com a versão gratuita.

É muito fácil de usar e você pode adicionar fontes pelo próprio buscador do Feedly. Dá para buscar por tema, por empresa, por produtos e organizar as fontes em categorias e subcategorias. No comecinho de cada uma, o app ainda faz uma seleção dos links que estão mais populares no dia.

O Feedly tem ainda uma extensão levinha para o Chrome, que serve para você adicionar novas fontes à sua lista com um clique. E tem também aplicativo para iOS e Android bem redondinho.

Há alternativas, como o Inoreader, que tem integração com o YouTube, e o Feedbin, que dá uma atenção especial para layout e organização dos feeds.

A WIRED fez uma lista com estes e outros, caso você queira experimentar outras opções.

print de visual do feedly
Print de tela do Feedly do Orrico

Ferramentaria
(por Sérgio)

  • Nextcloud – Esse é uma suíte open source de ferramentas de produtividade, tipo Office ou Google Docs. É uma alternativa para aqueles que, como eu, querem se distanciar dos produtos de Big Techs em prol de soluções de código aberto ou independentes.
  • Flourish – Eu adoro fazer gráficos, e uma das melhores ferramentas para isso é a Flourish.


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